segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quadro da sala…


Publicado: 22/05/2012 | 01:15

Quadro da sala…

Por Redação
Por: Lisete Barbosa
Quem dera ser pintor
eternizar o momento na tela
como no quadro perto da janela
que se enquadra na visão dela
cristalizada na historia,
da infancia e juventude
minha alegria,meu cansaço
imagem gravada na memória
tinta óleo,cores vivas
moldura do mais fino metal
quero degustar e ingerir,
quero tombar de tanto sorver
doce sabor da paixão
absorver e tremer
O quadro filtra
Grito e a velocidade
Brisa leve da manhã
Pudera sentir na pele
Prazer da brincadeira de esconde-esconde
Sorriso fácil nos labios meus
Molhados pelos beijos teus
Batom rosa com brilho
Arrancado suavemente
No breve toque
Açuçado o desejo
perfume da primavera
acalanto paralisante
que te faz flutuar,
que leva ao céu
como uma folha a dançar ao sabor do vento,
como a garça branca voando em revoada
simetria e elegância
Aconchego de seus braços
no sofá vermelho da sala
amor,atração e paixão
calor intenso na manhã fria de inverno
retroceder,enternizar e congelar as horas
fora da casa oceano,
Ai,estamos sós
mergulhados em risos e sons
todo o resto,fosse uma lembrança ou recordação
Dentro da cápsula protetora
sussurros e espasmos
ápice do amor
cada um em sua solidão,
em suas tristezas e misérias
em sua rejeição e loucura
no seu desalinho sem caminho
......
Leia na íntegra site da Gazeta do Iguaçu
...
http://www.gazeta.inf.br/2012/05/22/quadro-da-sala/ 


Lisete Barbosa- estudante de Ciencias Economicas,UNILA.
www.lisetebarbosa.blogspot.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Semana do salão do Livro em Foz do Iguaçu


Caldeirão de idéias


Por Redação

Por: Lisete Barbosa
Inicio sem destino certo
Sem eira nem beira
Caldeirão de vaidades
Montagens e cenários
Esquadrinhar e esmiuçar
Cortina a luz revela
Semana do livro,na cidade com clima de extremos
Tudo se converge
Conversas, textos e movimentos
Poesias e canções
Meninos e meninas
Olhar doce e pueril
Andarilhos e transeuntes
Sorrisos e descontração
Ir e vir num ritmo frenético
Do publico elétrico
Coleções de produções
Pobres homens se envaidecem
Longe do chão perto do céu
Semi-deuses fora do Olimpo
Temem a morte no seu encalço
Caminho trilhado pela alma
Seja diminuto ou gigante
Encontro de gerações
Controvérsias e conversas
Na contramão da evolução?
De antemão avisarão?
Perguntas confusas
Ideias difusas,
Amargo café,
Doce sabor do mate do sul
Mais café? Ou mate?
Mesa 21 se inquieta
Sem necessidade do garçom
Melhor mudar o tom
Imagem distante que transcorre ao longe
Espaço entre dois pontos
Olhos fitos a sondar
As folhas caem a sua frente
Incessante brisa da manhã
Folhas secas brincam ao sabor do vento
Brincadeira infantil em seus recuerdos
Distante tempo que ficou pela estrada
Sem voltar a traz
Sem olhar para o começo
O louco recomeça, sem pena ou ressentimento.
Homens e vaidades
Humildade degenerada
Honestidade transgredida
Palavras, palavras…
O papel recebe
Todas e qualquer coisa
Não grita, nem sussurra,
Reclama ou ama
Sofre ou bendiz
Não consigo dizer, se é bom ou mal!
Não compreendo ou entendo
Enlouqueço com o sol a pino!
Discutiu, ouviu e reluziu,
Permaneço sem mover, pernas ou palhas
Não retrocedo ou cedo
Quero enraizar e profanar
Quero café e pão de queijo
Sonhar, amar e vadiar
Quando tudo for relativo
Assim que gosto e aposto.

Cozido estamos,cozidos seremos
Não sejamos engolidos!

Tambem pode se encontrado no site da Gazeta do Iguaçu-http://www.gazeta.inf.br/2012/05/09/caldeirao-de-ideias/