quinta-feira, 22 de março de 2012


Publicado: 22/02/2012 | 00:06 

O invisível salta aos olhos

Por Redação
Por: Lisete Barbosa
Voa alma
Voa pensamentos
Levita o corpo
Matéria atemporal
Composto de sonhos
Espectros rondam meu pensar
Sonho ou realidade
Mundo insano
Lucidez ou insensatez
Imaginário popular
Breve vida,vejo quanto
Suave brisa que passa
Sinto a realidade do frescor
Ou o frescor que invade meu sonho
Confunde-me a alma
Inquieta o coração
Firmamento ou vastidão
Enterro a questão
Ou voa a imaginação
Imagem ou alucinação
Gigantes em minha direção
Composição da propagação
Da sombra que cumpre a função
A necessária projeção mascarando sua feição.
Coração dilacerado
Pulsa desenfreado
Arde meu peito
Como ferida aberta
Que sangra sem poder estancar
Lagrimas rolam em meu rosto
Banham meu regaço
Sinto um imenso vazio
O sol que brilha e aquece a tarde
Mas minha alma está
No mais intenso frio
Cada não que dizes
Aumenta mais minha agonia
A ânsia de correr
Sair dessa encruzilhada
Ganhar o caminho que leva a você
Como o vento que sempre encontra seu rumo
Por entres rios e mares
Colinas e vales

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http://www.gazeta.inf.br/2012/02/22/o-invisivel-salta-aos-olhos/




Publicado: 08/03/2012 | 00:55 

Os mates com a mãe

Por Redação
Por: Lisete Barbosa
Sentada atrás do fogão a lenha
Na caixa de lenha entulhada
Eu,menina e meus irmãos
Protegida ,sentia meu coração em paz
Minha mãe mateava
Naqueles dias frios
Ansiava em esfriar um pouco a água para sorver o mate
Mate doce,doce quanto aqueles dias
O sabor das cascas de laranjas
Secas ao calor do velho fogão a lenha
As folinhas do poejo
O cheiro do açúcar tostado a brasa para soltar o gosto do chá
Ah! Doce saudade daqueles momentos
A paciência a espera da minha vez
As ordens emitidas de forma docemente
Não derrubes a erva,não te queimes
Não coloque a mão na bomba
Cuidados para não entupir o mate
Ah! Doce saudade daqueles momentos
As historias da mãe
Os valentes cuscos cataventos e rompe-ferro
As onças pintadas rodeando o rancho onde vivia
A imaginação galopeava num baio
Sua voz que colocava ordem
Ouvindo sentia medo ou melhor respeito
O chão frente à casa
Varrido pela vassoura de guanxuma
A alegria das noticias do regresso das meninas aqui de Foz do Iguaçu.
Hoje velhinha
Que sempre na labuta
Abriu caminhos e mostrou sua força
Espera sentadinha em sua porta
Os filhos desgarrados
Para matear com os seus
Em breve vou bolear a perna na sua casita
Sevar um mate pra ti
Doce como a flor da maçanilha
Cheio de aconchego e carinhos.

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http://www.gazeta.inf.br/2012/03/08/os-mates-com-a-mae/