quinta-feira, 22 de março de 2012





Publicado: 08/03/2012 | 00:55 

Os mates com a mãe

Por Redação
Por: Lisete Barbosa
Sentada atrás do fogão a lenha
Na caixa de lenha entulhada
Eu,menina e meus irmãos
Protegida ,sentia meu coração em paz
Minha mãe mateava
Naqueles dias frios
Ansiava em esfriar um pouco a água para sorver o mate
Mate doce,doce quanto aqueles dias
O sabor das cascas de laranjas
Secas ao calor do velho fogão a lenha
As folinhas do poejo
O cheiro do açúcar tostado a brasa para soltar o gosto do chá
Ah! Doce saudade daqueles momentos
A paciência a espera da minha vez
As ordens emitidas de forma docemente
Não derrubes a erva,não te queimes
Não coloque a mão na bomba
Cuidados para não entupir o mate
Ah! Doce saudade daqueles momentos
As historias da mãe
Os valentes cuscos cataventos e rompe-ferro
As onças pintadas rodeando o rancho onde vivia
A imaginação galopeava num baio
Sua voz que colocava ordem
Ouvindo sentia medo ou melhor respeito
O chão frente à casa
Varrido pela vassoura de guanxuma
A alegria das noticias do regresso das meninas aqui de Foz do Iguaçu.
Hoje velhinha
Que sempre na labuta
Abriu caminhos e mostrou sua força
Espera sentadinha em sua porta
Os filhos desgarrados
Para matear com os seus
Em breve vou bolear a perna na sua casita
Sevar um mate pra ti
Doce como a flor da maçanilha
Cheio de aconchego e carinhos.

Visualizar no site da Gazeta do Iguaçu- 
http://www.gazeta.inf.br/2012/03/08/os-mates-com-a-mae/

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